The Demon Lord is New in Town!

Por Rádio · 14 set · 4 min
Muito boa
Regular · Boa · Muito boa · Excelente
Degeneração4/5
Consentimento4/5
Screenshot de The Demon Lord is New in Town!

The Demon Lord Is New in Town! é um jogo de gerenciamento de rotina com casca de visual novel, da Daijyobi Institute e localizado pela Kagura Games. Você é Van, um lorde demoníaco que teve o poder selado e foi jogado no mundo dos mortais, e precisa engolir uma semente demoníaca por dia pra continuar de pé enquanto reconquista sua força através de quatro garotas da cidade. É um jogo pra quem gosta de ciclo diário, barrinha subindo e progressão lenta de relação, não pra quem quer RPG. A versão da Steam vem cortada. O patch é gratuito e fica no site da Kagura: aqui. Instala antes de começar.

Gameplay/Mecânicas

O loop é simples: seis pontos de energia por dia, cada atividade consome uma fatia deles e sobe a afeição da garota envolvida. Procurar sementes com a Aira, quest da guilda com a Chocolat, treino com a Liz, poção com a Emma. Ouro compra poção, poção segura a quest, quest dá ouro e afeição. Quando a afeição e a devassidão de uma garota enchem, destrava uma cena.

A fama desse jogo é de grind infinito e eu não comprei essa. Os primeiros dias são mesmo um clique no vazio, porque você ainda não entendeu a economia de energia contra semente contra ouro. Assim que a ficha cai, você para de gastar turno com atividade que não te leva a lugar nenhum, começa a empilhar as ações que sobem duas coisas ao mesmo tempo e o jogo encurta sozinho.

Dito isso, tem defeito de verdade aqui. O combate é automático e completamente decorativo: seus personagens batem sozinhos, você aperta o combo quando a barra enche e pronto. O equipamento que cai na dungeon não muda nada que importe, porque poção comprada em quantidade resolve qualquer luta. E o jogo não tem estado de derrota: se você zerar as sementes, começa o dia com menos energia e recupera na hora seguinte. Sem risco, o gerenciamento vira contabilidade. O pior gargalo é o gating por repetição, onde você precisa repetir a mesma cena duas ou três vezes, com o mesmo CG e uma linha trocada, pra liberar a próxima. Isso é enchimento puro e é a única parte do ciclo que eu não consegui otimizar.

Sobre pular texto: existe um skip no Ctrl, mas o jogo não fala isso em lugar nenhum, e é por isso que metade dos jogadores jura que ele não tem função de pular.

Gráficos/Desempenho

A arte é o que segura tudo. As quatro garotas são bem distintas em corpo e personalidade, os CGs são limpos e o traço é consistente do começo ao fim. Não tem animação nenhuma, é tudo imagem estática, e cada cena tem duas ou três variações de CG. O problema não é a qualidade, é a quantidade: o jogo reaproveita as mesmas ilustrações entre cenas de forma bem descarada, então o catálogo parece maior no papel do que na tela.

A dublagem japonesa é ótima e cobre as cenas +18 inteiras, mas o diálogo comum é mudo, o que piora o ponto que eu falo na próxima seção. Tecnicamente ele é sólido: interface rápida, sem travada, sem crash, sem engasgo.

História/Imersão

O plot é melhor do que a média do gênero e os personagens são genuinamente legais, que é o motivo de eu ter ficado até o fim. Van é um protagonista safado e divertido em vez do herbívoro padrão, a Aira carrega a melhor reviravolta do jogo (e ela existe de verdade, não é enfeite), e cada garota tem um arco de corrupção com ritmo próprio, com uma cedendo rápido e outra custando muito. Esse escalonamento é a coisa mais bem feita do jogo depois da arte.

O final é o ponto fraco indefensável. Depois de fechar as quatro garotas você recebe uma cena curta que não conclui nada, e os Appends são conteúdo extra fora da linha do tempo principal. Quem esperava um fecho de harém vai bater na parede.

Um aviso importante: os fetiches aqui não são opcionais. Urina, lactação, gravidez e hipnose aparecem nas rotas sem você poder desligar, e a parte de urina domina a reta final de praticamente todas elas. Tem também bastante cena de consentimento duvidoso, com as garotas dormindo e com a hipnose, e isso não é um detalhe perdido no canto, é uma fatia grande do conteúdo. Se algum desses é linha vermelha pra você, não tem como contornar.

Sintonia

Patch de descensura

Como de praxe da Kagura Games, a build da Steam vem cortada. O patch de restauração de conteúdo é gratuito e fica no site da Kagura: https://www.kaguragames.com/product/the-demon-lord-is-new-in-town-patch/

Fonte: Kagura Games

Muito boa. É um gerenciamento leve com ótima arte, dublagem de primeira e personagens que valem o tempo, desde que você aguente a apresentação em blocos de texto e passe dos primeiros dias sem desistir, porque é depois deles que o jogo fica bom. Compra se você curte ciclo diário e progressão de relação, pula se você veio atrás de RPG ou de um final que feche a história.

Screenshot 2 de The Demon Lord is New in Town!
Screenshot 3 de The Demon Lord is New in Town!

Veredito

Muito boaÉ um gerenciamento leve com ótima arte, dublagem de primeira e personagens que valem o tempo, desde que você aguente a apresentação em blocos de texto e passe dos primeiros dias sem desistir. Compra se você curte ciclo diário e progressão de relação, pula se você veio atrás de RPG ou de um final que feche a história.
A favor
Loop diário simples de entender e de otimizar · Arte consistente e quatro garotas bem distintas · Dublagem japonesa cobre as cenas inteiras · Plot e personagens acima da média do gênero · Cada garota tem um arco de corrupção com ritmo próprio
Contra
Combate automático e completamente decorativo · Sem estado de derrota, o gerenciamento vira contabilidade · Gating por repetição da mesma cena · Reuso descarado das mesmas ilustrações · Final que não conclui nada